Produção, mercado e representatividade: O universo das HQ’s

As histórias em quadrinhos, ou as também chamadas HQs, sempre foram uma forma de entretenimento popular. Elas são uma forma de narração que mesclam imagens e textos de maneira sequencial. A primeira história em quadrinhos de que se tem notícias no mundo foi criada pelo artista americano Richard Outcault, em 1895, possuindo o mesmo formato que conhecemos hoje.

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As HQs surgiram na mesma época do cinema, porém com uma recepção bem diferente. O cinema desde sua estreia foi considerado a sétima arte, os quadrinhos não receberam da crítica a devida importância, sendo até mesmo considerados como uma má influência para os jovens. Isso fez com que os artistas, produtores e demais envolvidos neste universo fossem rebaixados para o submundo das artes.
Isso mudou de maneira radical nos anos 60, quando as HQs se aproximou do mundo acadêmico, conquistando de vez os jovens.

Hoje esses dois universos ainda conversam. O cinema abriu espaço para contar nas telonas as mesmas histórias que encantam gerações através de quadradinhos. A verdade é que os comics invadiram todos os setores da industria de entretenimento, é possivel encontrar de tudo: Action Figures (bonecos – que não são brinquedos), estampa de camisetas, filmes e séries, pra dizer no mínimo.

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E você sabe como é o processo de criação de uma HQs?

Primeiro o desenhista recebe o roteiro, e então, faz os quadrinhos à mão. Assim que ele tiver concluído ele envia para o estúdio. Lá, os quadrinhos passam por uma pré-edição e, se necessário, voltam às mãos do desenhista para correções. Depois disso eles são enviados para o editor. Uma vez aprovados, os desenhos voltam para o estúdio, onde um finalizador de arte fará a arte final, à mão, com tinta nanquim.

Com a arte finalizada, um colorista dá as cores aos quadrinhos no computador.  Depois disso, são inseridos os balões e o texto. Pronto! Parece simples, mas muito do processo ainda é manual, o que garante o valor autoral e único dos originais.

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Como comentei a cima, o mercado movimentado por esse universo é enorme. E é consumido tanto por meninos quanto por meninas. Na verdade sempre foi assim apesar das pessoas associarem esse mundo aos meninos, sempre existiu material do gênero específico para meninas.

Uma pesquisa recente sobre o mercado livro na França mostra que 56% dos franceses (30,4 milhões) são leitores. Destes, 15.5% (8,4 milhões) são leitores de quadrinhos e mais da metade são mulheres.  No Brasil, mesmo não tendo uma pesquisa específica que revelem uma porcentagem sobre o numero de leitoras do gênero, se sabe através dos profissionais do meio, que se estima que aproximadamente metade do público seja de mulheres.

E elas não só consomem, como também produzem. Sim, existem muitas artistas que ilustram e criam histórias. Durante as minhas pesquisas para escrever esse post, achei um blog maravilhoso Minas Nerds, e elas tem uma sessão dedica a divulgar o trabalhos dessas artistas, que compartilho aqui com vocês.

A Gravurando participará essa semana de um evento aqui em Porto Alegre dedicado a esse universo. Lá vamos expor nossos produtos tradicionais e alguns feitos exclusivamente para atender a esse público.

24 Feirão das HQs no Disco Bar
Onde: Disco Bar
Quando: 19 de Agosto – Sábado
Hora: 15:00 às 18:00hs
Evento Facebook

 

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